Vida e
Obra
Primeiros Sucessos (1977 –
1986)
Aos 12 anos de idade, Björk grava
seu primeiro disco, com a ajuda de seu padrasto. Seu primeiro
álbum solo, intitulado com o nome da cantora, Björk,
é lançado em 1977. O álbum foi lançado
apenas na sua terra natal, Islândia, e seu sucesso lhe rendeu
um disco de platina.
Bandas
Enquanto Björk crescia, seu
contato com o mundo punk aumentava, e logo Björk forma uma
banda feminina chamada Spit and Snot (trad.: "cuspo e ranho").
Engajada na percussão da banda, toma liderança do
grupo. Após um tempo, Björk vê que seus instintos
de punk já não lhe favorecem muito ao passar do tempo
e entra numa banda pós-punk chamada Exodus. Exodus nada mais
durou que uma única aparição na TV
conseqüentemente chegando ao final da banda. Mesmo assim a
satisfação de Björk não seria pouco e
Jam-80 seria seu próximo grupo na sua fase experimental. E
como fruto desta experimentação simplesmente
só lhe renderia uma única turnê, fazendo-lhe
adquirir mais experiência e amadurecimento
musical.
Tappi Tíkarrass é a
próxima banda que Björk começa a atuar e lhe
proporcionaria dois discos gravados, foi à época onde
a cantora começou a ter um pouco mais de espaço nos
meios de comunicação. Após sua estada com
Tappi Tíkarrass, praticamente ao meio da década de
80, uma série de oportunidades para Björk estariam por
acontecer.
Em 85, com o descobrimento da gravidez
de seu primeiro filho, ela não abandona seus três anos
de estrada com a banda KUKL, que também consequentemente
gravaria dois álbuns. Logo após a decisão de
todos integrantes, com o termino da banda, a cantora faz um breve
participação com o grupo The Elgar Sisters, onde lhe
rendeu duas gravações que futuramente lhe seriam de
grande uso.
The Sugarcubes (1986 –
1992)
Após o nascimento de seu
primeiro filho, em 1986, Björk começa sua trilha
experimental com a banda The Sugarcubes, o estilo e
irreverência da banda conquistariam o selo independente
inglês One Little Indian. O primeiro single da banda
"Ammæli" ou (Birthday, em inglês) foi lançado em
1987. O single foi reconhecido mundialmente, chamando a
atenção da crítica da cena do rock como a cena
da música Alternativa. Brevemente o The Sugarcubes
lançariam singles de próximo álbum chamado
Life’s Too Good, de 88. Com tanta criatividade e qualidade a
banda se deu à oportunidade e criou um selo e editora, um
dos mais importantes hoje na Islândia, chamado Smekkleysa,
inicialmente chamado, e que teria o intuito de gravar outras bandas
e publicar poesias e livros, tanto da Islândia com de
fora.
O segundo CD da banda, Here, Today,
Tomorrow, Next Week!, lançado em 89 não repercutiu
tanto como o anterior, causando pouco a pouco a
separação da banda. O foco continuaria em Björk,
que em 1990 contribuíria com a gravação de
Gling-Gló, com o trio mais tradicional de jazz da
Islândia, o Trio Guðmundar Ingólfssonar. E
não pararia por ai, a cantora continuou e em 91 com o
álbum Ex:el, fazendo lhe render duas
participações no disco do projeto inglês de
Graham Massey, o 808 State, além de algumas
apresentações.
E 92 estaria decretado de vez o fim do
The Sugarcubes e Björk continuaria sua
participação com o 808 State e consequentemente grava
“Oops” junto a Nellee Hooper, um dos produtores
musicais mais aclamados e requisitados na época. Björk
muda-se para Londres e inicia a sua carreira solo. A partir de
então, torna-se uma das grandes estrelas da música
alternativa. Ganha assim o reconhecimento unânime da
crítica. Com tantas influências e experiências,
Björk estaria mais que preparada a qualquer obstáculo
que pudesse lhe aparecer e seu início de experimentalismo
estaria por começar uma longa jornada.
Inicio / Debut (1993 –
presente)
Lançado em Junho de 1993, num
estilo pop quase igual ao que a banda The Sugarcubes produzia a
mistura do jazz, funk, acid dance, offbeat, que foi produzido por
Nellee Hooper e Björk, Debut se destaca como um dos principais
álbuns de trip-hop que iniciaram o movimento. Singles como
"Human Behaviour" alcançaram o terceiro lugar nos top
10 britânicos, seguindo também na mesma linhagem Big
Time Sensuality e outros do álbum. Debut unanimemente foi um
sucesso no circuito alternativo, e como sucesso seria tanto lhe
renderia colaborações como "Play Dead, que foi
especialmente feita para a trilha sonora do filme Rebeldes
Americanos (The Young Americans), do mesmo ano, e consequentemente
seria incluído nas reedições de Debut, na
Europa e Japão. Björk também escreveu "Bedtime
Story", faixa do sexto álbum da cantora Madonna, Bedtime
Stories.
Em Setembro de 1994 Björk
lançou The Best Mixes from the Debut (For All the People Who
Don't Bu White Labels), uma compilação de remixes que
apoiava o uso das White-labels (Gravadoras Independentes, do
inglês etiqueta-branca ou selo-branco).
Post / Telegram
Durante 1994, Björk entra em
estúdio novamente com Nellee Hooper, e mais alguns
produtores como Tricky, Howie B, Graham Massey e Marius de Vries,
para a produção de seu segundo álbum solo.
Post marca a história da carreira da cantora como um dos
seus melhores álbuns deixando a consagrada na pelo mundo e
principalmente na Europa. Os elementos de experimentalismo do
álbum acabam tornando-o um álbum de vanguarda e
categoria na época, onde principalmente o primeiro single do
álbum, "Army of Me", acabaria de se tornar
um dos melhores hits da cantora. O álbum se decorre em
elementos imaginários e inomináveis como em
"Hyper-Ballad", até o clássico
inesquecível "It's Oh So Quiet", que foi
inspirado na Broadway. A mistura de jazz, música
eletrônica, e ainda caminhando pelo rumo do trip-hop,
Björk tornou se a sensação do momento.
"Army of Me" entrou no top 10 britânico,
"Isobel" segundo single do álbum e segunda
parte da trilogia começada por "Human
Behaviour", de Debut, e "I Miss You"
dão um tom especial a este álbum. Post vendeu mais de
3 milhões de cópias.
No Brasil
Björk fez parte da turnê do
TIM Festival 2007, passou por 3 cidades brasileiras: Rio de Janeiro
na Marina da Glória no dia 26 de Outubro, em São
Paulo na Arena Anhembi no dia 28 de Outubro e em Curitiba na
Pedreira Paulo Leminski no dia 31 de Outubro, todos os shows foram
esgotados. Essa é a primeira turnê brasileira, tocou
sucessos dos seus álbuns, principalmente do novo
álbum Volta.
Discografia
1977 -
Björk
1993 -
Debut
1995 -
Post
1997 -
Telegram
1997
-Homogenic
2000 -
Selmasongs
2001 -
Vespertine
2004 -Medúlla
2005 -
Drawing Restraint
9
2007 -
Volta
Como dizia Caio Fernando Abreu: "Quem procura não
acha... é preciso estar distraido" foi assim meu encontro
com Björk, foi em 2001 assistindo "Dançando no Escuro" de Lars Von
Trier, ela havia recebido (merecidamente) o prêmio de Melhor
Atriz no Festival em Cannes. Sua Selma é terrivelmente
cátartica.
Ah, me deliciei com ela na festa do Oscar com o vestido
de Cisne, que ela usou para a capa do CD Vespertine, quando ela ficou de cócoras
durante um tempo e quando levantou-se para espanto de todos,
lá estava, um ovo.
Uma das coisas que mais gosto nas estórias sobre
ela, foi de saber que ela é fã de Elis Regina,
desde criança, seus pais lá na Islândia
escutavam Elis, na qual ela dedicou a música
Isobel.
Björk me tira o fôlego, me leva ao
delírio de (re) conhecer-me e sempre me inspira
liberdade.
Alexandre Cruz
15/06/2008